segunda-feira, janeiro 30, 2012

Voltei AMIGOS, com gestos amplos e saudades vagas. Voltei com um abraço GIGANTE e uma tímida felicidade galopante. Voltei com etapas vencidas e com sonhos pagãos. Voltei com a alma nua, voltei sobrevivente de naufrágios, de traumas e de noites frias ladeadas de lágrimas. Estive ausente em partes incertas, perdido dentro de mim em continua confusão. Ainda há em mim feridas profundas que serão eternas, tatuagens arrependidas e vagalhões de mudez. Percebi que não posso mudar o mundo, só posso mudar a mim e, assim estou; - mudado e com muito medo do novo. Sempre pertenci ao passado, idealizando futuros sem estar presente no meu presente. Hoje vejo palavras em imagens, falta de gestos em atitudes e uma grande solidão compartilhada. Assim me faço presente, apenas em imagens traduzidas cada qual em um idioma diferente. Não vou pedir desculpa e nem perdão, devo isso a mim... Voltei AMIGOS com todos vocês no meu coração. (Eduardo Bruss)

quarta-feira, janeiro 11, 2012

LUTO luto Luto LuTo lUtO LUto luTO LUTO luto Luto LuTo luTO LUto LUTO luto Luto LuTo luTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luro luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto LUto LUto LUto LUto LUto LUto LUto LUto LUto LUto LUto LUto LUto LUto LUto LUto LUto LUto luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luTO luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto luto LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO LUTO........................................estou de LUTO, Luto e não venço essa batalha.....................entrego os pontos e LUTO............................................................simplesmente LUTO.

terça-feira, novembro 15, 2011

- Então é assim que você me define? - Como uma lacuna vazia na sua vida? - Certamente estou descartado dos seus feitos, não posso mais traduzir seus sentimentos para que você entenda o que é óbvio. Onde está toda sua volúpia quando você me despe e suga todos os meus fluídos? - Nossa vida está formada pela escolha, um dia também sonhei com a realeza, mas estar vestido com essa batina me faz próximo a Deus. E, você com toda sua crueldade queima esse meu sagrado hábito, você é meu inquisitor, meu algoz. Por que tanta tortura? - Eu realmente aceitei minha vocação, não me torture...Não me faça vê-lo como o inferno do céu que eu habito. Por hoje basta, respeite meus votos, muitos deles traídos pelos meus sentimentos secretos. (Romance da Lamparina - Eduardo Bruss)

segunda-feira, novembro 07, 2011

Estou pensando no óbvio, no que não é abstrato e tem gosto. Hoje até o vento está perfumado, com cheiro de passado, de infância roubada por esse feroz tempo que deveria passar enjaulado. Minha noite está estrelada por pessoas que amo e continuo amando mesmo que ausentes e mortas. É tão lindo ver alguém sorrir e chorar quando tem vontade. Hoje minha vontade é de maça verde, do seu corpo incandescente e de você ao meu lado. (Eduardo Bruss)

segunda-feira, outubro 31, 2011

De frente ao púlpito, balbuciei palavras perdidas, nenhum expectador podia me ouvir, não sabia onde estava minha definição de homem, de humano ou de monstro. Um silêncio pairava sobre minha cabeça e apenas freadas denunciavam o silêncio. Meu relógio parado não fez o tempo parar. O tempo vexava freneticamente, o tempo oscilava entre o mormaço e a sobra escura das nuvens. Meu amor estava entre as trevas do meus olhos cerrados de ódio. A dor já não doía, nada mais faria diferença, minha vida era vista através do reflexo de um lago turvo e sem peixes, como um olhar idoso com catarata. Li  a última carta que não postei pedido por socorro, a cada linha uma lágrima escorria dos meus olhos. Não pode ser normal alguém agir assim...um suspiro surgiu como uma última centelha de esperança. Realmente o tempo não parou, o dia estava amanhecendo e o sono brotou dentro de mim, lentamente fui adormecendo, com a esperança de ter um belo sonho. (Romance da Lamparina - Eduardo Bruss) 

terça-feira, outubro 25, 2011

Imaginário iluminado de cores, tela exposta em Roterdã. À beira do rio pesquei todas as minhas ilusões. Sombras corriam de um lado para o outro, tragadas pelo vento sem norte, sem sul e no meu maior estado de sítio, colhi carícias no pomar. Um pé de beijo tombado manchava o chão com seu batom. Colhi amoras e amores. Enterrei rancores. Refestelar também significa agouro, então não vou refestelar. Vou dormir assombrado pelas estrelas cadentes. Vou acordar dominantemente em passos leves. Quero plainar na colina e pastar com as ovelhas. No meu imaginário iluminado existe um móbile com todos os signos. Um dia sou leão, outro sou camaleão, não sei quem me rege em cada planeta que habito. Eu apenas quero vagar, sem rumo, quero beber absinto e comer seu corpo, cada pedacinho do seu sexo explicito quero sentir na minha boca. Quero ser possuído pelos seus demônios de Deva e imortalizar meu nome numa caverna escondida e ser enterrado dentro de cada um que me ama. (Eduardo Bruss)
Hoje estou plural, mesmo estando sozinho. Sinto uma certa singularidade nos plurais. Hoje estou anoitecendo calado e o frio me consola. Hoje ainda quero sentir o isolamento da massa. Hoje vou dormir sozinho...mesmo com toda minha pluralidade expandida. (Eduardo Bruss)